segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Diário de bordo: um mês depois (I)

O título explica tudo: faz hoje um mês que cheguei a Barcelona, pelo que decidi comemorar este marco relembrando o dia em que disse até já a Lisboa. Vamos começar? 

Depois de uma directa a fazer as malas, só mesmo porque achei por bem ser fiel a mim mesma e deixar tudo para a última hora, parti para o aeroporto da Portela, onde descobri que, apesar de todo o meu minímalismo e de um arsenal de sacos de vácuo, tinha excesso de peso nas malas. 12kg a mais, para ser exacta. É que se é para fazer algo, é para fazer logo em grande (tendo em conta o que cobram, creio que para a próxima não me porei com grandezas).

A fotografia da praxe, sem a qual não teria uma experiência Erasmus completa.

Abandonadas as malas, seguiu-se uma hora e meia de voo até Barcelona, uma viagem que ficou marcada por turbulência em quantidades maiores do que aquelas que o meu sistema nervoso consegue tolerar e pelos guinchos constantes daquilo que parecia ser um gato às portas da morte. 
E só mesmo porque os meus voos têm de ter sempre qualquer coisa de especial, sou recebida na recolha da bagagem pelo casal sensação de Portugal e arredores, os maravilhosos Luciana Abreu e Yannick Djaló. 
Honestamente, quero lá saber do Yannick (este é um sentimento que se estende a todos os lagartos, à excepção do Cristianinho, de que eu tanto gosto e que um dia voltará para os braços da Flor. Ai ai, one can only dream...) quando tenho a Lucy perto de mim mais uma vez. Todo este meu entusiasmo foi prontamente travado pela minha querida mãe que quase me deu uma lista de coisas a não fazer: (a) não tirar fotografias; (b) não cantar o Vestido Azul (digo-vos que não seria a primeira vez em que isso aconteceria); e (c) não berrar Ai o meu Frederico Frigideira.

Ultrapassado este momento de deslumbramento, seguimos em direcção ao hotel e começamos as visitas aos quartos, sendo a primeira paragem a casa de um jovem chamado Dário, localizada ao lado das Ramblas. Para ser rigorosa, não ouve nenhuma paragem lá, nem sequer um abrandamento, porque depois de trocar umas quantas mensagens com o moço, numa tentativa de lhe arrancar quase a ferros a morada da casa, apercebi-me de que não fazia grande questão de viver com o rapaz careca e com cara de primo-do-violador-de-Telheiras que estava na varanda. Não, não tenho dons de vidente, apenas sabia que ele estaria à janela com a sua careca à lua.

Este falhanço imobiliário não foi tão díficil de digerir, pois tinha acabado de visitar o paraíso da doçaria na forma de um macarron XXL (se é para haver um tamanho gigante, que seja nos doces e não na roupa, muito embora consumir o XXL do primeiro leve à utilização desse tamanho no último. Oh well, não pensemos nisso por agora...) da pastelaria Escribá. E está dada a primeira sugestão gastronómica, não se esqueçam de apontar!

Parece pequeno, mas olhem que ainda deu luta!

Este moccaccino também não estava nada mal.
Ainda a recuperar da fuga ao Dário, mãe e filha partem então à descoberta da parte antiga da cidade... 


Não sendo um marco histórico da cidade, a fã de Simpsons que há em mim teve de fotografar isto.

Catedral de Barcelona

Arc de Triomf

A famosérrima Sagrada Família 

E um bolo com um ar bem porreirinho de uma padaria/pastelaria da Avinguda Gaudí (ainda lá volto para o resgatar!)


O nosso dia terminou pouco depois, até porque as visitas a quartos continuariam na manhã seguinte e já se sabe que eu preciso de dormir o meu sono de beleza, o único antídoto para a minha má disposição e rabugice matinais.


Agora que já ficaram a saber o que se passou no mágico dia 14 de Setembro, voltarei para os meus afazeres académicos - sim, infelizmente mesmo em Erasmus se estuda - , mas fica a promessa de mais posts (e mais interessantes, também) daqui a muito pouco tempo.





Hasta luego!



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